Por que fazer simulados pode te ajudar na preparação para o Enem? Entenda
Fazer provas antigas é considerada uma das melhores estratégias para a reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, que ocorrerá nos dias 9 e 16 de novembro. Segundo professores ouvidos pelo g1, os simulados não só ajudam a revisar o conteúdo, mas também são essenciais para aplicar o conhecimento na prática e desenvolver habilidades específicas para o exame.
Vinicius Figueiredo, coordenador pedagógico do Colégio e Pré-vestibular Bernoulli, destaca que dominar o conteúdo teórico é diferente de saber como aplicá-lo durante a prova. Nesse sentido, os simulados funcionam como um treino para que o estudante se familiarize com o estilo das questões, sua linguagem e a dinâmica do exame. Essa familiaridade é crucial para ganhar agilidade na leitura e interpretação dos textos, indispensáveis em todas as áreas do Enem.
Outros benefícios de fazer simulados
Além da revisão, os simulados servem para treinar a capacidade de manter o desempenho sob pressão, controlando o tempo para resolver as questões e identificar os pontos fracos que merecem revisão. Leonardo Paes Monteiro, gerente sênior de Ensino Médio da Fundação Bradesco, salienta a importância de cronometrar a prova, aprender a lidar com o volume de perguntas e a testar diferentes estratégias.
Para uma prática eficiente, o ideal é reservar pelo menos dois dias para realizar simulados completos, em condições semelhantes às do Enem, incluindo tempo limite e ambiente tranquilo. Caso não seja possível, recomenda-se fazer simulados por blocos de matérias com tempo proporcional. Vanessa Passarelli, coordenadora de Futuro e Carreiras do Colégio Bandeirantes, sugere mini-simulados diários de uma a duas horas, focados em disciplinas específicas, para avançar sem sobrecarga.
Reproduzir as condições reais do exame — como desativar aparelhos eletrônicos, usar caneta preta, preencher o gabarito e ter lanche e água à disposição — ajuda o candidato a treinar resistência física e emocional, fundamentais para encarar as longas horas da prova. O Enem é uma prova de resistência, com 5h30 no primeiro domingo para 90 questões e redação, e mais 5h no segundo para outras 90 perguntas.
A análise dos resultados dos simulados deve ser tanto quantitativa quanto qualitativa, considerando não apenas o número de acertos, mas a natureza dos erros, fatores que influenciam diretamente a nota devido ao método de correção TRI (Teoria de Resposta ao Item). Isso possibilita que o estudante ajuste os estudos de forma focada e construtiva.
Por fim, é fundamental que o candidato mantenha equilíbrio entre estudo e descanso, evitando cobrança excessiva e ansiedade, encarando os simulados como ensaios essenciais para o aprendizado e confiança na véspera do exame.