Pesquisa revelou dados preocupantes para PCDs
A maioria dos profissionais com deficiência no Brasil enfrenta barreiras significativas para ascender na carreira, com pesquisas recentes indicando que mais de 60% nunca receberam promoção. Esses dados revelam um cenário de estagnação profissional, apesar da alta qualificação entre esses trabalhadores.
Pesquisas como a da Coexistir, realizada na 19ª Reatech com 245 participantes, mostram que 60% dos profissionais com deficiência empregados nunca foram promovidos nem tiveram aumento salarial. Outro levantamento da Talento Incluir aponta que 84% não ocupam cargos de liderança, e 63% sem promoção mesmo após três anos na empresa. Apesar disso, 51% possuem ensino superior completo ou pós-graduação, contrastando com a falta de planos de carreira claros.
PCDs no mercado brasileiro
No Brasil, cerca de 618 mil pessoas com deficiência trabalham com carteira assinada, conforme o eSocial no início de 2025, mas 55% estão na informalidade e ganham até 30% menos que profissionais sem deficiência. A Lei de Cotas impulsiona contratações (com mais de 63 mil em 2025), mas a inclusão vai além, exigindo adaptações e combate ao preconceito. Eventos como a Inclui PcD 2025 oferecem mais de 8 mil vagas para mitigar esses desafios.
Preconceito e falta de oportunidades impedem 61% dos não empregados de entrar no mercado, enquanto 30% dos trabalhadores sustentam integralmente a renda familiar. Empresas precisam investir em desenvolvimento, já que 70% participam de treinamentos, mas ascensão permanece rara. Avanços como feiras de empregabilidade sinalizam progresso, mas liderança corporativa deve priorizar equidade salarial e promoções.