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IBGE diz que o mercado de trabalho brasileiro alcançou melhor desempenho da década

O mercado de trabalho brasileiro está na melhor situação dos últimos dez anos, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados pelo IBGE para o trimestre móvel encerrado em maio de 2025. A taxa de desemprego caiu para 6,2%, o menor índice para o período desde o início da série histórica em 2012, e a segunda menor taxa já registrada, ficando apenas atrás dos 6,1% observados no trimestre encerrado em novembro de 2024.

Esse resultado representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,8%) e uma redução de 0,9 ponto percentual na comparação anual (7,1% no mesmo período de 2024). O número absoluto de pessoas desempregadas caiu para 6,8 milhões, patamar próximo ao registrado no fim de 2014 e início de 2015, reforçando a avaliação do analista do IBGE, William Kratochwill, de que o mercado está aquecido e resiliente.

Mercado de trabalho atingiu recorde

Além da queda no desemprego, o mercado formal atingiu um novo recorde: o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,8 milhões, um aumento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e de 3,7% na comparação anual. A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores também bateu recorde, alcançando R$ 354,6 bilhões, impulsionada principalmente pelo aumento do número de ocupados, já que o rendimento médio permaneceu estável em R$ 3.457.

Outro destaque é a redução da taxa de informalidade, que caiu para 37,8%, com 39,3 milhões de trabalhadores informais, resultado da estabilidade no número de empregados sem carteira assinada e do crescimento de trabalhadores por conta própria com CNPJ. Também houve queda no contingente de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego —, com redução de 10,6% em relação ao trimestre anterior e 13,1% na comparação anual.

O número de contribuintes para a previdência social atingiu o maior patamar da série histórica, com 68,3 milhões de pessoas, refletindo o fortalecimento do emprego formal e da regularização do trabalho por conta própria.

Segundo Kratochwill, o mercado de trabalho brasileiro mantém a tendência histórica de estabilidade ou queda da taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio, exceto em anos de crise, como 2015, 2016 e 2020. Sobre o impacto da política monetária, ele afirmou que ainda não é possível afirmar se a alta dos juros está influenciando o desempenho do mercado.