Nubank demite funcionários após anunciar mudança para 2026
O Nubank realizou mudanças significativas em sua política de trabalho remoto e presencial, gerando forte repercussão entre os funcionários e o sindicato da categoria. A decisão de encerrar o modelo de trabalho totalmente remoto e estabelecer um sistema híbrido, com pelo menos dois dias de trabalho presencial por semana a partir de 2026, foi anunciada em uma reunião híbrida com cerca de 7.000 funcionários, realizada em novembro de 2025.
Durante a reunião, alguns funcionários manifestaram críticas às novas regras, defendendo o trabalho remoto por entenderem que aumentava sua produtividade e bem-estar. No entanto, a direção da empresa reforçou que a mudança faz parte de uma estratégia para fortalecer a cultura corporativa e a colaboração presencial. Em resposta às manifestações contrárias, 12 funcionários foram demitidos por justa causa, sob a alegação de desrespeito e agressão durante a discussão, segundo o conselho de conduta do Nubank.
Sindicato questiona demissões do Nubank
O sindicato dos bancários e financiários de São Paulo, Osasco e Região, questionou as demissões e denunciou que as dispensas ocorreram logo após a reunião com o CEO David Vélez, sem aviso prévio, e alegou que as ações representam uma retaliação por opiniões críticas expressas pelos trabalhadores. A entidade exige esclarecimentos da empresa, além de lutar pela suspensão das demissões e pela retomada do diálogo aberto com os funcionários.
Apesar de reconhecer a produtividade do período de trabalho remoto durante a pandemia, o Nubank afirma que a nova política busca equilibrar inovação, segurança e produtividade, adotando uma postura de diálogo com os colaboradores. A mudança de postura da empresa, que sempre foi considerada uma fintech inovadora e digital, mostra o movimento de adaptação às novas tendências do mercado de trabalho, embora tenha causado atritos internos e expulsões de funcionários insatisfeitos com o novo modelo.