IBGE revelou aumento assustador do uso da Inteligência Artificial na indústria brasileira
O uso de tecnologias digitais avançadas na indústria brasileira cresceu significativamente em 2024, com destaque para a inteligência artificial (IA), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aproximadamente 89% das empresas do setor industrial utilizaram ferramentas digitais, um avanço em relação aos 84,9% registrados em 2022. O uso específico da IA saltou 163%, passando de 16,9% para 41,9% das indústrias.
O crescimento expressivo reflete o amadurecimento da aplicação dessas tecnologias, impulsionado pelas inteligências artificiais generativas, capazes de criar conteúdos novos, como textos e imagens, a partir de comandos dos usuários. Entre as áreas que mais adotaram IA estão administração (87,9%), comercialização (75,2%) e desenvolvimento de projetos (73,1%). Empresas maiores, com mais de 500 funcionários, são as que mais utilizam essas ferramentas.
Outras tecnologias utilizadas além da Inteligência Artificial
Além da IA, outras tecnologias amplamente utilizadas incluem computação em nuvem (77,2%), internet das coisas (50,3%), robótica (30,5%), análise de big data (27,8%) e manufatura aditiva ou impressão 3D (20,3%). Entre os setores industriais, o maior índice de implantação de IA foi no segmento de equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (72,3%).
Os principais benefícios apontados pelas indústrias com o uso dessas tecnologias são aumento da eficiência (90,3%), maior flexibilidade em processos (89,5%), melhoria no relacionamento com clientes e fornecedores (85,6%), eficácia no atendimento ao mercado (82,9%) e maior capacidade de desenvolver novos produtos e serviços (74,7%).
No entanto, a adoção também enfrenta desafios, entre eles os altos custos das soluções tecnológicas (78,6%), falta de pessoal qualificado (54,2%) e questões de segurança e privacidade (47,2%). Além disso, a integração entre áreas ainda apresenta dificuldades em 45,1% das empresas.
Apesar do avanço tecnológico, a modalidade de teletrabalho apresentou queda, sendo adotada por 43% das indústrias em 2024, contra 47,8% em 2022. O trabalho remoto continua concentrado em áreas administrativas, comercialização e desenvolvimento de projetos, especialmente em companhias maiores.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos, capacitação e políticas de incentivo para expandir o uso de tecnologias digitais no setor industrial, fundamental para aumentar competitividade e inovação no Brasil.