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Demissão de mil funcionários foi anunciada pelo Itaú

O Itaú Unibanco surpreendeu ao demitir cerca de mil funcionários que atuavam em regime híbrido ou integralmente remoto, conforme informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Segundo o banco, as demissões ocorreram após uma revisão criteriosa das condutas relacionadas ao trabalho remoto, com base em registros de produtividade e jornada. No entanto, o sindicato criticou duramente a forma como os desligamentos foram conduzidos, pois não houve qualquer advertência prévia ou diálogo com os trabalhadores ou com a entidade sindical.

O banco alega que durante mais de seis meses, monitorou os funcionários e detectou baixos níveis de atividade em suas máquinas corporativas, com períodos de suposta ociosidade superiores a quatro horas. Essa justificativa gerou desgaste e polêmica, pois o sindicato aponta que o critério utilizado desconsidera a complexidade do trabalho bancário remoto, possíveis falhas técnicas, problemas de saúde e a organização interna das equipes. A entidade também enfatiza que, enquanto o Itaú registra lucros bilionários, mais de R$ 22,6 bilhões no último semestre, realiza cortes que prejudicam os trabalhadores, sobrecarregando os que permanecem.

Demissões geraram críticas ao Itaú

Além do impacto humano, a forma repentina e unilateral das demissões gerou críticas pela falta de transparência e respeito aos princípios básicos de negociação. O sindicato já exigiu explicações oficiais da instituição e cobra que as vagas sejam repostas para evitar a sobrecarga da equipe remanescente.

O Itaú, que conta com cerca de 95,7 mil funcionários no mundo, sendo 85,8 mil só no Brasil, aponta que esses desligamentos são parte de um processo de gestão responsável, visando preservar a cultura e a relação de confiança do banco, mas ainda não informou oficialmente o número exato de funcionários demitidos.

A controvérsia reforça o debate atual sobre o teletrabalho, produtividade e direitos trabalhistas, mostrando que a transformação digital nas empresas precisa caminhar junto com o respeito e a valorização dos trabalhadores.